Trilha Violeira

 

Sábado, vinte e dois de novembro de 2008, cinco e meia da madrugada, no ponto de encontro 

combinado ao lado da padaria, uma ansiedade imensa, uma emoção muito grande.

Tratava-se da segunda vez que estava naquele local para uma trilha como piloto, sentimento indescritível que se estende até agora pela oportunidade dada pelo Rock e Quirino de estar escrevendo este relato, e que ficará para sempre marcado em minha memória.

 

Partimos aproximadamente as 06h20min destino Vila Helvio, houve um pequeno atraso do nosso amigo André, que naturalmente já faz parte do enredo, rendendo varias risadas.

 

Chegou o momento de murchamos os pneus, ligar a roda livre e a adrenalina.... Muita adrelanina...

 

Tensão, nervosismo e ansiedade, não me perguntem detalhes de onde passamos, estava tão 

compenetrado em prestar atenção onde e como passava o professor Nicoletti e nas instruções do Tumbo, que não notei que estávamos passando pela segunda vez no mesmo lugar, mais perdido que surdo em bingo.

 

Passamos por erosões, piscinões, manobramos entre arvores, graças as coordenadas do Tumbo, que o tempo todo me orientava, apontava os erros e o que eu deveria ter feito, uma verdadeira aula.

 

Brincadeiras, piadas, tombos do Adelson na lama, trabalho em equipe sem comentários, Beto com sangue nos olhos, ou melhor, lama nos olhos, deve ter doido pra burro, mas graça a Deus tudo certo.

Enfim chegamos a parte final do nosso dia, terminando com chave de ouro no chiqueirinho.

 

Acampamento montado, churrasco excelente do Marcio, Cataia, Whisky e gargalhadas, tinha de tudo, 

avião com retrovisor, Arca de Noe com pneu fronteira, mil e uma aventuras de uma freirinha, o jacaré comedor de pé e até o galo Teodosio.  

 

Bom, como se tratava da trilha violeira, enfim as violas, Rock mostrou que escondia o jogo e deu um show, ficamos até a meia noite na moda de viola, sendo Rock e eu no violão e todos no vocal, muito bom!

 

Segundo dia, levantar acampamento, chiqueirinho de novo, até chegarmos à ponte, quer dizer, quase ponte, que finalizaria nosso trajeto.

 

Shuma passou com a Engesa, Marcos tentou passar com meio pneu em cada tora, melhor não, depois de uma melhoradinha nos troncos, vamos embora.

 

Marcos passou, chegou minha vez, realmente estava tenso, mas as instruções do Quirino e a confiança 

que tinha no Tumbo que estava me orientando me deram tranqüilidade. Mas não impediu de eu ser muito sacaneado. Ta criando pena!!!!!!!!

 

Realmente foi mais uma aula de trabalho em equipe, dedicação e amor pelo o que se faz, como sempre.

 

 

Peço desculpa pela falta de detalhes técnicos da trilha, se precisar que algum detalhe da traseira do Jeep do Marcos, estou a disposição.

 

Agradeço a todos por me acolherem nesta família que é o torque 4, principalmente ao Daniel, Marcos e Tumbo, que incentivaram e ajudam de todas as maneiras possíveis a tornar realidade algo que se tornou uma paixão para mim.

 

Até a próxima.

 

PILOTO

NAVEGADOR

4X4

BETO

SHUMA

ENGESA

NICOLETTI

GUSTAVO

JEEP

MAURICIO

TUMBO

JEEP

PAULO

WELLINGTON

JEEP

ANDRE

QUIRINO

TROLER

X-NEUTRO

MARCIO

TROLER

ROCK

ADELSON

ENGESA

ARANHA

 

ENGESA

 

 

Texto: Mauríco Gonçalves

Fotos: Gustavo Nicoletti, X-Neutro

Atualizado: Nicoletti