TRILHA NO DOMINGÃO – julho 2007  

Neste domingo realizamos mais uma edição de nossa famosa trilha no domingão, evento destinado aos iniciantes e iniciados no fora-de-estrada. O mau tempo e o frio intenso, registrados durante os dias anteriores, provavelmente acabaram reduzindo um pouco o número de participantes, mas não reduziram em nada o astral do grupo e as emoções que nos aguardavam.  

Como tivemos a presença de 11 viaturas e a maioria tinha um certo nível de preparação, resolvemos colocar um pouco mais de tempero em nosso domingão. Partimos do posto Tivoli às 10 horas, numa manhã de céu azul e muito frio, com a intenção de percorrer as trilhas da Serra de São Francisco e encarar a famosa subida de Cubatão, local conhecido por poucos e que sempre impôs muito respeito devido ao seu grau de inclinação e suas fortes erosões. Nos últimos tempos a subida tornou-se impraticável pela formação de enormes degraus, mas recentemente a trilha recebeu a manutenção de um trator, melhorando as condições para se tentar a subida com possibilidade de sucesso.    

Percorremos alguns trechos de aceiros entre eucaliptos e passamos pelo platô de pedra até chegar ao riozinho, onde providenciei rapidamente um relaxante banho ao meu navegador Rodrigo “Força”, que foi obrigado a dar um jeitinho de me tirar dali rapidamente antes que alguns peixes entrassem pelos meus famosos furos no assoalho.

Bem, como “navegar é preciso”, lá foi o Força pra dentro da água, providenciar um ponto de ancoragem para liberarmos a passagem para o resto do pessoal. Após a passagem pelo rio, onde alguns passaram sem problemas e outros precisaram da ajuda do guincho, logo à frente, a subida de pedras estava como sempre bastante técnica, exigindo atenção e perícia para sua transposição.  

Seguimos então até a represa de Cubatão e fomos direto para o subidão, avaliar as condições do enrosco. Realmente a subida é bastante complicada e exige calma, atenção, uma boa escolha do caminho durante a subida e um pouquinho de ignorância (este último item, quando usado com moderação, pode ajudar em certas ocasiões! – héhé...)

Devido à terra preta existente abaixo do saibro, após a passagem do primeiro carro a base da subida começou a se tornar impraticável, obrigando a todos a procurar traçados alternativos. Providenciamos então um bom ponto de ancoragem e deixamos uma das viaturas lá em cima para auxiliar quem precisasse, e assim, com muito trabalho em equipe, subimos o restante do pessoal, o que nos garantiu um bom tempo de trabalho e diversão.   

                        No intuito de checar o que realmente mudou na região do túnel, em Alumínio, seguimos em direção à Capela da Penha e passamos pela nova estação de força da CBA. Depois subimos ao lado do buraco do Eduardo e descemos pelas erosões que terminam na linha de trem.

 Informações davam conta de que a entrada do túnel estava fechada, mas descobrimos que a região está toda mudada e que estão fazendo uma ponte bem em frente à entrada principal. Felizmente ele ficou preservado e é possível, pelo menos por enquanto, acessar sua entrada descendo pelas paredes do aterro da cabeceira da ponte.

 Antes paramos para um merecido rango, afinal, ninguém é de ferro e já passavam das 15 horas. Na seqüência passamos por dentro do túnel, seguimos pela trilha do antigo traçado da linha férrea e rodamos até o anoitecer por várias trilhas da região.

 Ao cair da noite nos despedimos no final da estrada de terra, em frente ao posto rodoviário da Raposo Tavares. Todos gostaram muito do percurso, e apesar do frio intenso tivemos um domingão realmente especial, com muito off-road, lindas paisagens, muito sol e um anoitecer com direito a uma lua cheia encantadora.

  

Parabéns a todos e até a próxima!  

Continue ligado em nosso site!

Torque 4 - Jeep Clube de Sorocaba e Votorantin.   

 

TEXTO: QUIRINO NOGUEIRA  

FOTOS: NETO “CERQUILHO” 

VIDEOS: NETO “CERQUILHO”

ATUALIZADO: NICOLETTI