Incrível
como a união em torno de um único objetivo é capaz de mover montanhas, ou
pelo menos passar por cima delas quando se tem um bom pneu e um pouquinho de
disposição... 
Partimos
sábado pela manhã. Doze viaturas preparadas até os dentes para encarar uma
trilha que certamente estaria completamente fechada, afinal, quatro anos é
tempo bastante para o mato crescer e tomar seu espaço de volta.
Nosso
destino: fazenda Santa Rosa, na região de Tapiraí. Antes de entrar na terra
abastecemos e baixamos a calibragem dos pneus no Posto Sertão, perto do bairro
do Turvo.
Chegamos
na fazenda por volta das 8h30 da manhã e fomos direto para o ponto de entrada
da trilha. No início a trilha não estava muito fechada, apenas algumas erosões
num solo de calcário mostravam a fragilidade do piso da região.
Alguns
km à frente encontramos nosso primeiro grande enrosco: uma ponte caída e
Pronto!
Passamos todos os carros com muito cuidado e continuamos nossa viagem mata
adentro.
Mais
à frente encontramos algumas descidas íngremes até chegar em nosso principal
objetivo do dia: um longo riacho onde obrigatoriamente percorre-se cerca de 300
metros de seu leito até reencontrar novamente a trilha. Realmente um presente
de Deus, com um visual incrível, mas que não deve ser encarado em hipótese
alguma em dias com possibilidade de chuva forte.
Após
o riacho encontramos o local do acampamento. Chegamos cedo,
Como
sempre o rango da noite foi de primeira: bife de contra filé feito no disco de
arado, vinagrete, pão e salada de alface. Parabéns ao Júnior, ao Guilherme e
ao Picachú, que cuidaram da compra dos mantimentos e pilotaram com muita competência
nossa grelha improvisada – agradecimento especial ao Kitão que gentilmente
forneceu suas maravilhosas alfaces hidropônicas aos nossos insaciáveis estômagos.
Muitas
histórias, muitas piadas, muitas risadas, numa noite absolutamente estrelada e
com uma temperatura muito agradável. Após o descanso, ao amanhecer, estávamos
prontos para o “pega” – e que pega. 
O
segundo dia nos reservou muitas surpresas, entre elas muitas árvores caídas e
muito trabalho com machado e facão. O ponto alto certamente foram alguns
atoleiros e os subidões lisos, onde só se subia com muita técnica e motor ou
com a ajuda dos guinchos.
No
trecho final, mais diversão. Numa área de plantio de eucaliptos, encontramos vários
atoleiros com facões extremamente profundos, gerados pelas rodas dos tratores
que trafegam pela região na retirada de lenha de reflorestamento.
Chegamos
no final da trilha por volta das 18 horas. Cansados e felizes distribuímos as
sobras de mantimentos para alguns moradores da colônia dentro da fazenda.
Retornamos ao posto Sertão, nosso ponto de partida, para reabastecer e calibrar
os pneus, para então em comboio retornar a Sorocaba. 
Fica
aqui nosso sincero agradecimento ao espírito de união e de amizade que como
sempre, acompanhou nosso grupo.
Certamente,
dias como estes ficarão gravados para sempre em nossos corações.
Até
a próxima!
Torque
4 – Jeep Clube de Sorocaba e Votorantim
FICHA
TÉCNICA
PARTICIPANTES
CARRO
1 – NICOLETTI / MÁRCIO TONCHE (JEEP FORD)
CARRO
2 – BETÃO / KITÃO (ENGESA)
CARRO
3 – ARANHA (ENGESA)
CARRO
4 – ROCK 2 / MICHAEL “SHAULIN” (JEEP WILLYS)
CARRO
5 – VITOR / JUAREZ (JEEP WILLYS)
CARRO
6 – PAULO / CARLÃO (JEEP WILLYS)
CARRO
7 – GILSÃO / PICACHÚ (JPX)
CARRO
8 – VIAL / GUTIERRES (HILUX)
CARRO
9 – JÚNIOR / DANIEL / RUDY (TROLLER)
CARRO
10 – GUILHERME / ZÉ ALGUSTO / DIMAROT (JPX)
CARRO
11 – RODRIGO “FORÇA” / GERSON (ENGESA)
CARRO
12 – QUIRINO / DANIEL / ANTÔNIO (ENGESA)
REGIÃO
(MUNICÍPIO
DE TAPIRAÍ)
NÍVEL
DE DIFICULDADE
MÉDIO
/ ALTO
-
COM PREDOMINÂNCIA DE SUBIDAS E DESCIDAS ÍNGREMES E ALGUNS ATOLEIROS
UTILIZAÇÃO
DE GUINCHO:
–
INDISPENSÁVEL PRINCIPALMENTE EM CONDIÇÕES CHUVOSAS
RELEVO
E VEGETAÇÃO
REGIÃO
SERRANA COM PREDOMINÂNCIA DE MATA ATLÂNTICA E ALGUMAS ÁREAS DE
REFLORESTAMENTO
** ACTIVE LOG **
sábado 29/04/2006
Comp. Cartográfico = 6,283 km
** Velocidades em ACTIVE LOG **
Vel. Média: 1,2 km/h
Vel. Máxima: 21,2 km/h
Vel. Mínima: 0,0 km/h
Tempo Total: 05:13:30
** ACTIVE LOG **
domingo 30/04/2006
Comp. Cartográfico = 8,371 km
** Velocidades em ACTIVE LOG **
Vel. Média: 0,9 km/h
Vel. Máxima: 59,3 km/h
Vel. Mínima: 0,0 km/h
Tempo Total: 08:53:22
Texto: Quirino
Fotos: Nicoletti, Rock Campos, Antonio, Daniel Arantes
Vídeos: Antonio
Atualizado: Nicoletti
mapa da região
