Expedição caminhos do sul 2009  

 

                                                Dia 10 de junho de 2009, concentração na real conveniência, previsão de saída às 05h30min. Com um pouco de atraso começa a nossa aventura. Os participantes da expedição não eram conhecidos de todos, ou seja, alguns já se conheciam e outros eram absolutamente desconhecidos.

                                                Assim, começou a nossa aventura. Primeiras considerações no rádio. Primeiros problemas na serra até Juquiá, com algumas crianças passando mal, mas prosseguimos confiantes. Finalmente ingressamos na BR.116 e em comboio começamos a analisar as primeiras dificuldades para que o comboio permanecesse sempre coeso e um desses problemas era o pedágio, pois enquanto alguns carros tinham o “sem parar” outros tinham que enfrentar a fila do pedágio, entretanto, tais problemas apesar de dispersar o comboio, não trouxe maiores problemas.

                                                A conversa no rádio era intensa e finalmente chegamos à Serra da Graciosa, com destino a Morretes-Pr e durante o trajeto todos pudemos observar a beleza da natureza e a graciosidade das flores, pena que as hortênsias estavam queimadas pela geada, pois caso contrário o espetáculo seria demais.

                                                Chegamos a Morretes e nos dirigimos ao restaurante que estava reservado e apreciamos o prato típico da região, o Barreado, além de peixe e camarão. Nessa altura já estávamos todos conversando como se já nos conhecêssemos à muito tempo, dada a alegria de todos com a empreitada.

 

                                                Prosseguimos nossa viagem com destino à Urubici-SC, fizemos a travessia de balsa entre Caiobá-PR e Guaratuba-Pr até chegarmos à BR 101 e em seguida ingressarmos na BR 282. O movimento nas estradas era intenso e nesse momento o Alan iniciou a brincadeira do “Carlos Aguiar”, brincadeira esta que nos fez voltar a infância. Todos participaram inclusive os adolescentes e até as crianças. Essa brincadeira fez com que a viagem se tornasse menos cansativa e renovou as forças de todos. Durante o trecho de serra na BR 282, o rádio foi fundamental para a comunicação entre os veículos, o que nos propiciou a ultrapassem de mais de uma centena de carros, que certamente comentavam com os ocupantes de seus respectivos carros “onde que vão estes jipeiros loucos , andando na contra-mão?”, entretanto a segurança das informações nos ajudou imensamente. Somente depois, já em URUBICI é que ficamos sabendo que a Flávia, esposa do Flávio, passou mal, muito medo, e estava com as mãos suando de nervosa e nessa ocasião foi reconfortada por todos. Chegamos ao primeiro dos nossos destinos, Urubici, depois das 22:30 horas e nos dirigimos direto para a pizzaria reservada pela Rose. Tomamos um bom vinho, alguns experimentaram cervejas alemãs e comemos uma pizza bastante saborosa. Na seqüência ao hotel para um merecido descanso.

                                                Dia seguinte 11 de junho de 2009, logo após o café da manhã partimos para as primeiras aventuras e começamos pela capela de LOURDES, local maravilhoso, com uma fenda na rocha, onde se encontra a Santa, contando também, com uma queda d’água. O acesso é bastante tranqüilo e nesse momento surge a oportunidade de uma reflexão pessoal diante da maravilha da natureza e da santidade de Nossa Senhora de Lourdes. Partimos rumo à famosa Serra do Corvo, com mais de mil e quatrocentos metros de altitude e pudemos constatar o maior corte em rocha feito pelo homem na América Latina. Antes de chegarmos à Serra do Corvo, o Rafael, juntamente com a namorada Fabi e os pais Nilton e Maré, se integraram ao comboio. Ao chegarmos todos ficamos estupefatos, pois a neblina entre as rochas era tão intensa que dava a impressão que estávamos no meio das nuvens. Atravessamos o cânion e descemos a serra, podendo apreciar cada cantinho daquele lugar maravilhoso. Descida íngreme e necessidade de tração 4x4 – curvas fechadas, tipo cotovelo e no final da serra um pouquinho de terra, quase um barro. Muito divertido, retornamos à Urubici, abastecemos as viaturas e prosseguimos com o nosso passeio.

                                                Próximo destino – Morro da Igreja, considerado o ponto mais alto do Brasil, onde inclusive encontra-se instalado o Radar Cindacta II, que faz o controle aéreo -  Muito frio, pois estávamos à mais de mil e oitocentos metros de altitude. Nesse local apreciamos as formações rochosas da Serra Geral, o devido destaque para a Pedra Furada, obra esculpida pela natureza. Nesse instante pudemos constatar a grandiosidade da natureza a sua imensidão e ao mesmo tempo a sua fragilidade diante da audácia dos homens e refletindo pudemos nos comparar à alguma coisa menor do que um grão de areia, tal a magnitude do lugar.    Paramos para o almoço e apreciamos a Cascata Véu de Noiva, local muito bonito, onde os flashes espocaram.  

                  Seguimos, dentro do roteiro em direção à famosa Serra do Rio do Rastro, todavia, já estava noite e a intensidade da neblina não nos permitiram cumprir essa meta, mesmo lamentando, seguimos em frente e atravessamos a divisa dos estados, ingressando no Rio Grande do Sul, pelos caminhos percorridos pelos tropeiros e chegamos à pousada onde passaríamos à noite, já próximos ao pico e o cânion do Monte Negro em São José dos Ausentes. O frio era intenso e a todo instante o Aprígio informava o comboio das baixas temperaturas. Chegamos à pousada com apenas 1º. Após o jantar todos procuraram se acomodar e enquanto eu o Aprígio o Fred e o Flávio degustávamos um delicioso vinho, e conversávamos a valer, inclusive, perguntando para o dono da pousada, senhor com um pouco mais de 60 anos, sobre o frio, nos disse ele que nasceu e morou a vida inteira naquele local e já passou muito frio, o  pior deles de 14º negativos e que à questão de dois anos, repentinamente a temperatura abaixou para 8º negativos e durante a madrugada acabou por perder cinqüenta cabeças de gado, que morreram de frio. Terminado o vinho, corremos para nossos quartos e encontramos a Elange e a Vera, com todas as janelas e portas abertas para a saída da fumaça, que tomou conta do local, por conta da colocação de mais lenha que o necessário na lareira. Resolvido o problema fomos dormir.

                                                No dia seguinte os carros estavam com camadas de gelo e na hora de sair alguns tiveram dificuldade de pegar em razão do frio, segundo o dono da pousada, durante a madrugada fez 3º negativos.  

                                                Com exceção da Serra do Rio do Rastro e do cânion Fortaleza, que também não pudemos conhecer por estar chovendo no momento, os demais pontos foi todos exaustivamente fotografados e apreciados por todos.                                               

                                                Dia dos namorados – jantar reservado pela Rose e pelo Alan – Local muito simpático, ótima comida, perfeita companhia, cada qual com seu cada qual, todos cheios de amor, flores, etc., beijos e juras de amor. Tudo isso regado a muito vinho, por dois motivos, a comemoração do dia dos namorados e o frio. Apesar de toda alegria dos presentes, dois casais se sobressaíram o Antonio e a Suemi e o Flávio e Flávia. Esses quatro quase acabaram com a adega do restaurante. Foi muito legal a confraternização e pudemos apreciar a simpatia e espontaneidade da Suemi.

                                                Iniciamos o retorno rumo à Comburiu, onde passamos à noite em confortável hotel e na manhã seguinte seguimos para Brusque. Chegamos, enfim à Fenajep, muitos atrativos, várias novidades para o nosso companheiro “jeep” e também para nós. Provas, competições, enfim, tudo maravilhoso e dentro do nosso universo 4x4.

                                                Saímos por volta de 11h30min, rumo a Sorocaba. Paramos em um restaurante para o almoço, algo de exuberante, todo trabalhado em madeira, acredito que eucalipto sendo que no salão central uma imensa árvore foi arrancada com toda a raiz e esta deveria ter mais ou menos seis ou sete metros de diâmetro.  

                                                Na estrada, novamente o nosso velho conhecido Carlos Aguiar, muitas brincadeiras, como o repórter da estrada, o homem do tempo e as charadas da Vera, além de um problema apresentado pelo Carlos Aguiar, onde todos davam um pitaco. Tínhamos até uma psicóloga dando conselhos, enfim, todos participaram ativamente.

                                                O passeio foi intenso, as amizades afloraram sinceras, o companheirismo, a solidariedade se revelaram verdadeiras, este o espírito da expedição e do Torque Quatro, parabéns ao Alan e à Rose que souberam conduzir a todos nós dentro do mais alto espírito de organização e competência, cuidando para que cada um de nós estivéssemos felizes, acima de qualquer problema.

 

P.S. o chavão criado pelo nosso querido amigo Rodrigo Força “Beluga” – aquele “PARABÉNS, MAIS PARABÉNS MESMO”  foi largamente utilizado e devo dizer consolidado, ainda com algumas variações como por exemplo: Obrigado, mais obrigado mesmo.

 

Texto:Pedro Luiz Alves de Carvalho  

Fotos: Aprígio, Fred, Antonio

 

     Antônio           Aprigio & Fred