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DIARIO

Nossa aventura deste ano teve uma logística diferenciada pois em função da grande distância em deslocamento que seria necessária percorrer para chegar-se aos locais off-road da expedição optou-se por enviar as viaturas em caminhão -cegonha .

 

Terminava desta forma no dia 18/06/2008 ,data do embarque na cegonha , uma etapa decisiva para os propietários das viaturas que durante meses trabalharam árduamente no planejamento de víveres, peças de reposição , lubrificantes , ferramentais , acondicionamento seguro de materiais e equipamentos , manutenção corretiva e preventiva para a realização de um evento de grande grau de dificuldade em condições técnicas o mais seguras possíveis.

 

Sensação estranha ver nossas amadas máquinas partindo sem nós.......serão práticamente nossas casas durante quase 9 dias .

Vão com Deus , Fortes Guerreiros ! ( os próximos dias mostrariam o quão forte tiveram que ser!!) . Em breve estaremos com vocês .

 

Chega o grande dia!

Partimos pontualmente da padoca em uma van em direção à Guarulhos com bastante antecedência ao horário de embarque , o que seria de grande valia uma vez que nossa van quebrou , tivemos que esperar outra e mesmo assim chegamos no horário , tudo regado à bom humor e muitas piadas , sinal de que este grupo estava preparado para enfrentar reveses inesperados com alto astral .

 

Vôo tranquilo com direito a brincadeiras de um piloto bastante divertido que mereceu salva de palmas na aterrissagem em Fortaleza .

 

Seguimos p/ o Hotel Ibis e após nos hospedarmos  tivemos uma amostra do que seriam os próximos dias

em nosso cardápio gastronômico :muito peixe , camarão e lagostas ( isto mesmo , lagosta !) com preços

inferiores a lanche de lanchonete de shopping .

 

Manhã seguinte conhecemos nossos primeiros guias :

o Lúcio e seu pai Resende que nos acompanhariam de

Fortaleza até Jericoacoara em dois dias de percurso quase que totalmente em areia .

 

Em curto espaço de tempo saímos do perímetro urbano de Fortaleza e metemos o pé na areia .Calibragem dos pneus diminuida ....e começa a aventura!

 

O sentido adotado nesta expedição , Fortaleza-São Luis , permitiu que fôssemos nos adaptando à condução off-road 100% em areia de forma gradual , pois o grau de dificuldade foi aumentando gradativamente até chegarmos ao grande desafio : os Grandes Lençóis ( só não esperávamos que fosse aumentar tanto.... ) .

 

Trata-se de uma forma de condução totalmente especial , prevalecendo a necessidade de giro alto e velocidade para transpor os obstáculos sem encalhe.

 

O piloto deve variar motor cheio com a seleção correta da marcha em reduzida ou não e azular os canos...muito divertido.

 

Longos trechos em areia firme com transição para parte superior da praia na areia solta para fugir da maré serviram para irmos aprendendo a dosar o acelerador e o giro , principalmente no trecho de transição de um piso p/ outro .

 

Iniciava-se um desfile constante de paisagens deslumbrantes salpicadas de jangadas com suas velas coloridas....coisa de cinema.

 

Chegamos à praia de Flexeiras ao entardecer e nos hospedamos na Pousada REDE BEACH RESORT E SPA .

A origem do nome Flexeiras é devido aos índios Trairas que habitavam a região.

As mulheres deste povo eram flexeiras e dedicavam-se à caça e à pesca utilizando-se de grandes arcos em busca de alimentação para suas famílias .

 

Café da manhã tomado , tralhas arrumadas , pé na areia!!

Destino : Paraíso Ecológico de Jericoacoara .

 

Como esperado o grau de dificuldade foi aumentando e em determinado ponto a viatura do Zé Alcolea ficou sem tração dianteira .

 

Como eu estava à sua frente  , puxei-o neste primeiro encalhe e optamos por colocar o Maurício com sua Engesa à frente do Zé , por ser o conjunto mais forte dentre todas as viaturas .

 

Seguimos mais alguns Km e por ironia do destino a Engesa do Maurício também ficou sem tração em virtude do enorme esforço ao puxar a viatura do Zé na transposição de um riacho .

 

Maurício e Zé felizmente além de serem grandes pilotos estavam com os maiores pneus do grupo , o que permitiu que terminassem este trecho em 4x2 com bastante habilidade e ajudas esporádicas após baixarmos mais ainda a calibragem dos pneus traseiros deles.

 

Foi neste trecho que iniciou-se uma série de transposições de balsa que seria uma constante até o fim da expedição .

Como ninguém sabia disto , foi uma grande surpresa , principalmente quando vimos o "porte" de algumas das embarcações......

 

Sinal da cruz feito , vambora!!!!! E não é que as bichinhas aguentam mesmo????

Tudo sob contrôle ! ( desde que não vente muito...rsrrsr) .

 

Chegamos à Jeri já noite e optamos por verificar o que havia acontecido com as viaturas somente no dia seguinte . Hospedamo-nos na simpática pousada Surfing Jeri .

 

Jericoacoara está a 263 Km de Fortaleza .

Em linguagem indígena significa jacaré tomando sol e é desde 1984 uma APA , área de proteção ambiental .

 

A vila de pescadores é hoje um vilarejo repleto de pousadas , barzinhos , lojinhas e boutiques.

Imaginem Visconde de Mauá na praia.......é isto aí.

 

Neste ponto despedimo-nos do simpático Lúcio e conhecemos nosso guia no restante da expedição , o Júnior .

 

Manhã seguinte partimos para passeios na região .

Fomos em caminhada até a pedra furada . Cerca de 30 minutos de caminhada na areia e pedras que quase ferveu o radiador dos mais enferrujados . Lugar muito bonito ( e a pedra é realmente furada!) .

 

Interessante foi ver os garotos que vendiam côco gelado e refrigerante lá na pedra voltando com as geladeiras nas costas e passando por nós mais ou menos como o Hamilton passa pelo Rubinho nas corridas de F1 de hoje..........tâmo ficando véio......

 

Após a Pedra furada ( que realmente tinha um furo !) seguimos para a Lagoa Azul .

 

Um ilhote no meio de uma lagoa de água doce de um azul-celeste que lembra fotos de ilhas do Caribe....show!

 

Atravessamos de balsa e passamos um bom par de horas jogando conversa fora e comendo camarão pois tem um barzinho estratégicamente colocado no ilhote com mesinhas na beira da água .

 

Seguimos para outra lagoa com outro bar/pousada de mesinhas com pé n'agua ( Pousada Chez Loran) e retornamos à Jeri ao entardecer , tudo isto sempre salpicado por travessias em areias , dunas , lagoas e rios, em grau de dificuldade cada vez maior.....

 

Chegamos à pousada e de imediato montamos a oficina.

 

As viaturas do Zé e do Maurício foram colocadas  lado a lado e iniciou-se a desmontagem de rodas e conjuntos  de freio para chegar-se aos eixos e munhões e ver o que tinha  acontecido .

 

Foi o mutirão de sempre : 

2 trabalhando ( Tombô e Aranha ) 

3 dando palpite ( Maurício , Zé e Junior )

9 tomando cerveja e corneteando ( O resto da turma)

 

Conclusão : carro do Zé OK! ( era apenas a roda livre) e o do Maurício infelizmente tinha sofrido uma avaria séria no munhão esquerdo .

 

Partimos cedo em direção à Parnaíba .

No caminho à Camocim , após a travessia do Rio Guriú em pequenas balsas , passamos por trechos de mangue seco que é um efeito das dunas móveis que estão avançando sobre as regiões de mangue sufocando-os , o que tem causado impacto social uma vez que as comunidades ribeirinhas obtêm parte de seu sustento a partir da pesca do carangueijo .

 

Nova travessia de balsa ( desta vez a motor !)  em um trecho mais largo do Rio Guriú e chegamos à cidade de Camocim .

 

Distante 347 Km de Fortaleza e 126 Km  de Parnaiba , Camocim tem hoje sua principal fonte de renda na pesca e no turismo , sendo a Praia de Tatajuba , Duna do Funil e Lagoa Torta seus principais pontos turísticos.

 

Durante a passagem por esta cidade o Maurício e o Tombô ficam para fazer algumas visitas à oficinas mecânicas , e o resto do comboio segue.

 

Eles acham um eixo jogado e  o Maurício , verdadeira mistura de Mcgaiver com Professor Pardal , faz uma adaptação da rebimboca da parafuseta com o eixo da grampola e sai de lá c/ o eixo dianteiro ok!!

 

Seguimos em direção à Parnaíba onde estava programado um passeio de barco pelo Delta do Rio Parnaíba.

 

Seguimos direto p/ o porto e embarcamos no Camaleão , barco com casco de aço com capacidade para 80 pessoas com dois amplos decks onde faríamos nosso passeio e almoço.

 

O Delta do Parnaíba é um dos únicos no mundo em mar aberto.

Formado pelo Rio Parnaíba ( 1485 Km de extensão) , abre-se em cinco braços envolvendo mais de 70 ilhas fluviais .

Ecossistema riquíssimo , onde vimos até macacos nas árvores , é formado por dunas , florestas , plantações , manguezais e praias desertas.

Macacos -prego , jacarés do papo amarelo , garças e o carangueijo-uçá compõem parte da fauna da região.

 

Paramos em uma praia deserta onde a tripulação literalmente encalhou o barco para descermos e irmos até o mar do outro lado da praia.

 

Interessante ver uma embarcação de aproximadamente

40 Ton. encalhada..........será que sai daí????????

 

Caminhamos pela praia e no retorno é servido o almoço.

Motores ligados e................desencalhou ! Ufa!!

 

Retornamos ao porto passando por vários canais e ilhotes de extrema beleza.

 

Seguimos em direção ao centro de Parnaíba e nos hospedamos na Pousada dos Ventos .

 

Parnaíba , elevada à categoria de cidade em 14 de agosto de 1844 é a segunda cidade do estado do Piauí e é banhada pelo Rio Igaraçú , braço direito do Rio Parnaíba.

 

Levantamos cedo e movimentamos o comboio rápidamente após o café da manhã.

Maurício e Tombô já estavam reintegrados ao grupo desde a noite anterior e a manutenção foi um sucesso.

 

O dia seria cheio e segundo nosso guia , Junior , as condições off-road começariam a ficar mais pesadas.

 

Seguimos em direção a Barreirinhas , nosso destino final do dia , mas antes teríamos muita emoção.

 

Seguimos em direção a Paulino Neves e no início do trecho off-road , já no Estado do Maranhão começamos a ter um contato maior com a população local .

 

Famílias inteiras em um ritual de preparo da mandioca p/ a fabricação da farinha.

 

Crianças mal sabendo falar com uma faquinha afiadíssima na mão , descascando a mandioca .

Olhinhos curiosos e assustados......quem são estes homens com estes carros?? que estão fazendo aqui ??

de onde virão?? O que eles querem???

 

Quantos Brasis existirão dentro deste nosso Brasil??

 

Quantos contrastes , quanta beleza , quanta alegria ....e quanta tristeza.......

 

Neste trecho , deslocamento off-road em trilha com características semelhantes às que estamos acostumados , até que passamos Paulino Neves e começamos a nos aproximar dos Pequenos Lençóis.

 

Transposição de riachos , rios , lagoas e pequenos pântanos , e adentramos os Pequenos Lençóis em direção à Caburé , onde almoçaríamos.

 

Começava uma amostra do que nos aguardaria nos Grandes Lençóis.....trechos de areia solta que exigiram

habilidade dos pilotos , em especial nos pontos de subida das dunas , dosando giro e velocidade e tomando cuidado para manter-se na crista , evitando as paredes do contra-vento , que precipitam-se em ângulo de quase 90° , capotagem na certa caso pise com uma das rodas em suas bordas.

 

Chegamos a Caburé , na região da foz do Rio Preguiças , e pudemos ver a força das dunas móveis pois ao lado da pousada existiam várias edificações totalmente cobertas pela areia com pequenos trechos de seus telhados ainda visíveis .

 

Partimos após o almoço em direção à Barreirinhas onde chegamos ao entardecer .

Trajeto divertido com todos os tipos de obstáculos até agora transpostos , só que cada vez em quantidade e dimensões maiores , lagoas cada vez mais fundas , areia cada vez mais fofa.......o que nos aguardará nos Grandes Lençóis Maranhenses??

 

Hospedamo-nos na simpática Pousada Buriti , quase na av. central de Barreirinhas .

 

Barreirinhas é a porta de entrada para os Lençóis Maranhenses.

Dista 272 Km de São Luis , e atualmente sua principal fonte de renda vem do turismo .

 

Neste dia , Junior , nosso guia , baseado em nosso desempenho nos últimos dias e nas características do grupo  sugere um up-grade em nossa aventura : irmos até Santo Amaro, extremo oeste dos Lençóis , voltando pelo centro passando por  Queimada dos Britos  , Baixa Grande e Atins , retornando à Barreirinhas , ou seja , fariamos um dos trajetos mais completos em termos de travessia off-road dos Lençóis , trajeto por poucas equipes feito e depois saberíamos , por pouquíssimas equipes feito no tempo em que conseguiríamos fazer!

 

Tivemos uma quinta feira light , com um delicioso passeio de bóia-cross pelo Rio da Cardoza , tarde livre , onde um grupo fez um sobrevôo pela região dos Lençóis .

Recarga de baterias providencial pois a sexta feira seria um dos dias mais emocionantes da história das expedições do Torque4 !

 

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um imenso campo de dunas que ocupa 70 Km ao longo da orla e avança 50 Km em direção ao continente. Com 155.000 hectares de área foi oficialmente criado em 02/06/1981 .

Trata-se de um imenso deserto à beira-mar.

No período chuvoso as águas acumulam-se nas dunas

formando lagoas naturais de água azul-turquesa .

O Parque , visto de cima , assemelha-se a um imenso lençol jogado ao vento , o que deu origem ao nome .

 

Levantamos cedo e o pessoal da pousada , a exemplo do que já tinha feito o pessoal da Pousada Surfing Jeri ,

gentilmente serviu o café da manhã para o nosso grupo

mais cedo que o horário normal .

Pé na areia ! Rumo aos Grandes Lençóis !

 

Seguimos em direção à Santo Amaro parando de quando em quando nos pequenos povoados e dando

 lembranças para as crianças , um doce , um brinquedinho , um caderno , um lápis........os olhinhos

arregalados de alegria e espanto....os olhos ternos de agradecimento dos pais , pessoas simples e visívelmente sofridas pela subsistência em tão agrestes locais .

Estes momentos remetiam-nos a reflexões que nos acompanhavam por bons trechos após estas paradas .

 

Reflexões que eram interrompidas pela adrenalina pois as  condições estavam realmente começando a ficar dignas da fama da transposição deste que já é um dos ícones do off-road brasileiro : os Grandes Lençóis Maranhenses!

 

Imaginem uma lagoa , depois outra , depois outra , depois outra...........areia fina e branquíssima , dunas de areia solta e fofa de até 20, 30 m de altura....pau na máquina ! dá-lhe motor senão não sobe!!!

 

3° , 4° , 5° reduzidas , sobe , tira a reduzida , pau na máquina ,desce , sobe .....show !

 

Mais lagoas , cada vez mais fundas , na altura do pára-choques , na altura das caixas , do pára lamas , do pára-brisas!!!!! Caraca!!!!!Ainda bem que revisei meu Snorkel!!!

 

Que luz é aquela no painel?? Nunca vi na vida! Tudo começa a acender.....a caixa de relés abaixo do banco do navegador já virou aquário a meia hora atrás!

 

Cadê minha música sertaneja??? O som já era!! O módulo tb já estava com peixinhos em volta dele!

 

Putz ! E meus Hella , como estarão??? Sem comentários.........

 

E meu ar?? começou a ligar e desligar sózinho , assim como as travas do André.......deixa eles cansarem , uma hora pára, fazer o que?

 

Já imaginaram uma lagoa , depois outra , depois outra e depois outra ? Tudo bem !

Vamos mudar de unidade senão fica difícil....

 

Imaginem 1 hora de lagoas , 2 horas de lagoas , 3 horas de lagoas , 4 horas de lagoas , 5 horas de

lagoas ,.... 12 horas de lagoas sem parar........caraca , quanta água!!!!!!

 

Neste momento tinha se juntado ao grupo o Queimada , guia local , nativo de Queimada dos Britos , sem o qual certamente não teríamos tido sucesso neste trecho .

 

Queimada além de grande conhecedor dos trechos alagados orientou-nos com maestria através das traiçoeiras dunas , com risco de encalhe na certa caso escolha-se o percurso errado .

 

Chegamos à tardinha em Queimada dos Brito de onde novamente saímos envoltos em reflexões depois do contato com o povo nativo , sempre carinhoso e acolhedor .

 

Escurece e agora tem mais um componente na brincadeira : os faróis ( ou o que restou deles...) somem embaixo d'agua e vc percorre vários metros no puro breu até que eles retornem à superfície e voltem a iluminar a frente do carro......................falta muito para chegar na terra?? pergunta alguém no rádio........

 

Por volta de 20:00 hs , já com cerca de 13 horas de trilha, de muito trabalho  , em que literalmente todos já tinham auxiliado um companheiro em alguma situação, e em que todos , literalmente todos , já tinham necessitado da ajuda de um companheiro ,

avistamos uma luz elétrica :

estávamos em Atins , mais específicamente no Restaurante da Luzia .

 

UM MOMENTO MÁGICO .

 

Luzia , uma guerreira , sorriso farto e simpatia contagiante foi naquele instante o fator que desencadeou um daqueles momentos mágicos em que o grupo une-se como se um só corpo fosse .

Momento semelhante a este senti no Pantanal , quando chegamos à balsa que faria com que fôssemos a primeira equipe off-road do Brasil a atravessar o Pantanal de Paiaguás completamente .

 

Relaxamento total! Todos sorrindo em um congraçamento expontâneo após um dia duro de muita emoção e trabalho!

 

Pensei que só eu tinha sentido esta emoção , mas ao receber um e-mail de um companheiro certifiquei-me de que foi um sentimento uníssono .

 

Abaixo o e-mail :

 

Cara ,, com gostaria de me expressar na escrita os sentimentos daquela chegada no restaurante da Luzia em Atins, depois de passarmos tantas dificuldades durante o dia onde nossas forças eram renovadas com aqueles pequenos atos de solidariedade com as crianças das comunidades. Crianças contentes, assustadas e envergonhas onde me chamou mais atenção foi olhar para aqueles pais e sentir suas expressões de agradecimento por aquele ato com seus entes queridos , isso nos fez fortes para o que der e vier em nossas aventuras deixando as dificuldades que passamos como lembranças de onde tudo valeu a pena.

 

    ops !!!

 

     Manda bala  e ansioso em ler esses relatos onde e muito difícil expressar o restastes dos dias onde a travessia dos GRANDES LENÇÓIS foi ate o momento a nossa maior aventura off road em expedições longas.

 

abraços

 

Marcos Nicoletti

 

 

É isto aí , galera! Os brutos também choram!

 

Deixamos o Restaurante da Luzia por volta de 21:30 e iniciamos o trecho Atins-Barreirinhas .

 

Quem achou que estávamos próximos da caminha e da ducha quente enganou-se!!

 

Foram mais 3 horas de muita água até o deslocamento em asfalto para Barreirinhas.

 

Que dia! Que trilha!

Grandes carros , verdadeiros Guerreiros , grande equipe , que orgulho fazer parte deste grupo!

 

Chegamos na Pousada Buriti à 1:00 da manhã.

 

Manhã de sábado , passeio de voadeira.

Metade do grupo vai e metade fica cuidando das viaturas p/ a viagem até São Luis.

 

Partimos para São Luis por volta de 16:00 hs .

 

Hospedamo-nos na pousada Portas da Amazônia , no centro histórico de São Luis .

 

Sensação interessante dormir em um quarto com 200 anos de idade......

 

Partimos cedo para colocarmos as viaturas na carreta e seguirmos para o aeroporto .

 

Viagem de retorno tranquila com muita brincadeira a bordo do avião .

 

 

Como sempre acontece ao final de nossas aventuras um filme começa a passar em minha mente.

 

Flashes das emoções vividas nos últimos dias associados à emoção do reencontro com nossos entes queridos .

 

As reflexões sobre o contato com o povo nativo de todos os lugares por onde passamos ainda ecoam e com certeza todo o grupo guardará estas emoções em seus corações para sempre.

 

Que maravilhoso é este nosso país e seu sofrido povo!

 

Agora é tratar de nossos fortes guerreiros porque uma nova aventura se aproxima : Amazônia 2009 !

 

Até a próxima!

 

Equipe :

 

Piloto                 Navegador                 Viatura

Nicoletti                Daniel              Land Rover Defender 110

Godofredo          Júnior               Troller

Aranha                Emerson          Land Rover Defender 110

Maurício               Tombô             Engesa

Zé Alcoléa             Sergio             Camper

André              Silvio Vestina       Land Rover Defender 110

Rock                   Toninho             Land Rover Defender 90

 

texto: Rock

fotos: Daniel, Nicoletti, Emerson, Rock

atualizado: Nicoletti

 

         Desenvolvido: Nicoletti

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Atualizado: Nicoletti         All rights reserved

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