Histórico
Pantanal / Chapada dos Guimarães
Constituindo a mais extensa área
úmida contínua do planeta, o Parque Nacional do Pantanal
Matogrossense compreende 135.000 hectares preservados numa
imensa planície de áreas alagáveis, sendo todo ele parte da
Bacia do Rio Paraguai.
Possui uma imensa importância ecológica por abrigar um dos
mais ricos ecossistemas com florestas estacionais periodicamente
inundadas e concentra alimentos naturais que irão sustentar
toda sua flora e fauna.
O Pantanal é resultado de uma grande depressão da crosta
terrestre, de origem pré-andina, que formou um enorme delta
interno, onde deságuam numerosos rios vindos do planalto. Na
estação das chuvas, essa depressão fica quase em sua
totalidade alagada. E nos períodos secos, transforma-se num
pontilhado de pequenas lagoas, refúgio obrigatório de milhares
de animais.
A planície pantaneira tem
como limites a Chapada dos Parecis, Planalto de Maracaju e a
Serra do Tapirapuã.
Costuma-se dividir om Pantanal Matogrossense
em 10 subregiões, a saber:
1. Cáceres - 11,9%
2. Barão de Melgaço - 13,3%
3. Paraguai - 5,3%
4. Paiguás - 18,3%
5. Poconé - 12,9%
6. Nabileque - 9,4%
7. Abobral - 1,6%
8. Miranda - 4,6%
9. Aquidauana - 4,9%
10. Nhecolândia - 17,8%
Situado no extremo oeste brasileiro, Parque Nacional foi criado
em 1981, mas somente designado em 1993 como área de preservação.
Está localizado no município de Poconé, no estado do Mato
Grosso, na confluência dos rios Paraguai e Cuiabá.
Por suas características - únicas no gênero - teve sua área
de conservação recentemente ampliada com a aquisição pela
The Nature Conservancy (TNC) de duas áreas próximas não-alagáveis,
essenciais para a reprodução principalmente da fauna
terrestre.
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A vida
selvagem do Pantanal
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De todas as características
do Pantanal, a que mais causa admiração a quem o visita,
é a abundância e riqueza de sua vida selvagem (Coutinho
et al. 1997). Número de espécies inventariadas:
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Mamíferos
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95
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Aves
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665
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Répteis
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162
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Anfíbios
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40
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Algumas destas
estão na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas
de Extinção do IBAMA, como a ariranha (Pteronura brasiliensis) e
a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), ou são raras como a
perereca Phyllomedusa sauvagii. Espécies como estas precisam de
estudos e ações para sua proteção. Entretanto, outras têm
populações densas e vigorosas, como a capivara (Hydrochaeris
hydrochaeris) e o jacaré (Caiman crocodilus yacare), e poderiam
ser explotados em programas de manejo cientificamente orientados,
desde que removidas as barreiras legais.

CHAPADA DOS
GUIMARÃES
O Parque Nacional da
Chapada dos Guimarães (PNCG) foi criado em 12 de abril
de 1989, pelo Decreto 97.656, fruto da mobilização
pela preservação das cabeceiras dos rios e pela
concretização do turismo na região. Ocupa uma área
de 32.630 ha, na região centro-sul do Mato Grosso,
abrangendo áreas dos municípios de Cuiabá e Chapada
dos Guimarães.
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O Parque faz
parte da Reserva da Biosfera do Pantanal,
declarada em 2000, com área maior que 25 milhões
de hectares, abrangendo parte dos estados de
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Reserva da Biosfera é um modelo de gestão
integrada, participativa e sustentável dos
recursos naturais.
As áreas
consideradas Reservas da Biosfera são
declaradas pela Unesco, através de seu programa
internacional “O Homem e a Biosfera” (MaB).
Está inserido
na Área de Proteção Ambiental Chapada dos
Guimarães, Unidade de Conservação Estadual,
maior que 250.000 ha, decretada em 1995,
abrangendo áreas dos municípios de Cuiabá,
Chapada dos Guimarães, Campo Verde e Santo Antônio
de Leverger.
Os principais
objetivos do Parque Nacional da Chapada dos
Guimarães são: proteger amostras
significativas dos ecossistemas locais,
assegurando a preservação dos recursos
naturais e dos sítios arqueológicos existentes
e proporcionando uso adequado para visitação,
educação e pesquisa.
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O PNCG é cortado por
diversos rios e córregos, afluentes do rio Cuiabá, um
dos principais formadores do Pantanal Mato-grossense.
Destacam-se os rios Coxipó, Claro, Paciência e Mutuca
e os córregos Água Fria e Salgadeira.
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A
vegetação é caracterizada por formações de
mata semidecídua, cerradão, cerrado, campo
sujo, campo limpo e campo rupestre. A fauna é
bastante variada, com presença de grandes
predadores (ex.: onça-parda, onça-pintada,
gavião-real) e de animais sensíveis, raros ou
ameaçados (ex.: urubu-rei, sanhaçu-de-coleira
e tatu-canastra). Há 46 sítios arqueológicos
registrados e ainda não estudados dentro do
Parque.

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